A liturgia de hoje nos apresenta a oração confiante de Ester e o ensinamento firme de Jesus sobre a confiança no Pai. Diante da ameaça e do perigo, Ester reconhece sua fragilidade: “não tenho outro defensor fora de ti, Senhor”. Ela se prostra, jejua, suplica. Sua força não está em estratégias humanas, mas na confiança absoluta em Deus. É a oração de quem se sabe pequeno, mas acredita na fidelidade do Senhor que nunca abandona os seus.
No Evangelho, Jesus confirma essa mesma verdade: “Pedi e vos será dado; procurai e achareis”. Deus não é indiferente às nossas súplicas. Ele é Pai. Um Pai que sabe dar coisas boas aos seus filhos. A oração não é tentativa de convencer Deus, mas caminho de confiança, abandono e perseverança. Quando pedimos com fé, quando buscamos com sinceridade, quando batemos com humildade, abrimos o coração para que Deus realize sua obra em nós.
A Quaresma é tempo de reconhecer nossa pobreza espiritual e aprender a depender mais de Deus do que de nossas próprias forças. Assim como Ester, somos convidados a colocar diante do Senhor nossos medos, tentações e combates interiores, certos de que Ele estende a mão e nos sustenta.
Conselho para desviar das tentações: Quando perceber a tentação se aproximando, não dialogue com ela. Recorra imediatamente à oração breve e confiante — ainda que seja apenas: “Senhor, vem em meu auxílio”. A tentação cresce no silêncio do orgulho, mas perde força quando a colocamos, com humildade, na presença de Deus.
Deus nos abençoe e nos guarde!
Seminarista Mirosmar Gonçalves