A Palavra de hoje nos revela dois caminhos opostos: o da falsa segurança e o da confiança na providência de Deus. Na primeira leitura, Jeroboão age movido pelo medo de perder o poder. Para garantir seu domínio, cria bezerros de ouro e oferece ao povo uma religião mais fácil, mais próxima, mas vazia de verdade. O ídolo nasce quando o coração deixa de confiar em Deus e passa a buscar garantias humanas. O resultado é sempre o mesmo: o afastamento da Aliança e a perda do sentido profundo da fé.
O salmo recorda esse drama antigo e sempre atual: o povo esqueceu-se do Deus que o libertou e trocou a glória do Senhor por imagens feitas por mãos humanas. Quando se perde a memória das obras de Deus, o coração se inclina facilmente para substitutos que prometem segurança, mas não alimentam a vida.
No Evangelho, Jesus nos mostra um caminho totalmente diferente. Diante da multidão faminta, Ele não cria ilusões nem atalhos; oferece compaixão e pão verdadeiro. Mesmo com pouco, Jesus dá graças, reparte e sacia. Onde há confiança e partilha, há abundância. O pão que vem das mãos de Jesus não engana, não escraviza, não divide: ele sustenta e gera vida.
A Palavra nos convida a discernir: de que pão estamos nos alimentando e em quem estamos colocando nossa confiança?
Para a reflexão pessoal:
1. Que “bezerros de ouro” tenho construído, buscando seguranças fáceis que acabam me afastando da confiança verdadeira em Deus?
2. Tenho acreditado que o pouco colocado nas mãos de Jesus pode se tornar suficiente, ou continuo duvidando da sua providência na minha vida?
Deus nos abençoe e nos guarde!
Seminarista Mirosmar Gonçalves