“Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto.”
Na Liturgia da Palavra de hoje, somos convidados a contemplar a imagem de um Deus amoroso e providente, que nos concede aquilo de que necessitamos para a nossa vida. Essa verdade fortalece em nós a alegria de amar e servir aos nossos irmãos, pois compreendemos que, assim como o Senhor nos ama e cuida de nós, também nos pede que amemos e cuidemos daqueles que necessitam de nosso carinho e atenção.
Como é bom sabermos que, neste mundo marcado por tantos desafios, não estamos sozinhos em nossa jornada. Deus nos guarda na palma de sua mão e nos acompanha, livrando-nos de tudo aquilo que possa ser prejudicial à plenitude de nossa vida. Diante dessa realidade, porém, precisamos nos perguntar: se Deus cuida tanto de nós e se nos ama tanto, por que, em tantos momentos de nossa vida, somos tão indiferentes aos sofrimentos de nossos irmãos e irmãs?
O mesmo critério utilizado pelo Senhor em seu relacionamento conosco precisamos também utilizar em nosso relacionamento com os irmãos. E qual é esse critério? É o critério do amor. Deus não deixa, em nenhum momento, de ouvir os nossos clamores e de acolher as nossas necessidades. Está sempre pronto a abrir os seus ouvidos às nossas súplicas e intenções. Também nós precisamos estar atentos aos clamores daqueles que necessitam não apenas de cuidado material, mas também de nossa presença amorosa, capaz de aliviar dores e curar feridas do corpo e da alma.
Entretanto, essas boas disposições não são fáceis de cultivar em nosso coração, pois ainda somos frágeis e limitados em nossa capacidade de amar e servir. Por isso, conscientes de nossas limitações, devemos pedir ao Senhor que nos envie o seu Santo Espírito, para que abra o nosso coração e nos torne sensíveis ao clamor de tantos irmãos e irmãs que necessitam de cuidado.
É a força do Paráclito que nos inspira e nos conduz às boas disposições, tornando-nos capazes de reconhecer aqueles que precisam de nosso amor, de nossa presença e de nossa atenção. Que o Espírito Santo nos ensine, portanto, a não permanecermos indiferentes diante da dor do outro, mas a fazermos de nossa vida um instrumento do amor providente de Deus.
Que, ao experimentarmos diariamente o cuidado do Senhor, saibamos também cuidar daqueles que Ele coloca em nosso caminho. Afinal, quem verdadeiramente se deixa amar por Deus aprende também a amar e a servir os seus irmãos.
Seminarista Rômulo Ribeiro