“Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.
Essas exortações de São Paulo são preciosas para o nosso agir cristão, pois nos convidam a colocar em prática os ensinamentos contidos na Palavra de Deus. A bondade, a compaixão e o perdão são atitudes que marcam a vida daqueles que permanecem em comunhão com o Mestre, sem se deixarem levar pelo fechamento em si mesmos, que tantas vezes dificulta a construção de laços verdadeiros de proximidade e fraternidade.
Ainda na primeira leitura de hoje, Paulo continua a nos orientar sobre como viver segundo os preceitos e ensinamentos de Cristo. Diz-nos o Apóstolo: “Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”. O amor do Senhor é um amor que se faz doação, que não retém para si, mas se abre para acolher, cuidar e curar tantos corações que necessitam de atenção e carinho. Por tanto nos amar, Cristo entregou-se inteiramente por nós, abraçando a cruz e oferecendo a própria vida para que, por sua morte e ressurreição, pudéssemos receber a vida nova que brota da salvação.
Quando cada cristão e cada cristã toma consciência do amor que recebe de Deus, aprende também a amar seus irmãos e irmãs. Como vimos no Evangelho de ontem, o amor ao Senhor e o amor ao próximo estão intimamente ligados; não há como separar esses dois caminhos sem cair em uma grande contradição. Aprendamos, portanto, a amar verdadeiramente, sem nos prendermos aos defeitos ou às limitações daqueles que nos cercam. Que saibamos reconhecer, no rosto de cada pessoa, a presença de um irmão ou de uma irmã, por meio de quem Deus também se manifesta no cotidiano da vida.
O amor que o Senhor derrama em nossos corações por meio de seu Santo Espírito é capaz de nos endireitar e nos fazer caminhar novamente de cabeça erguida, com o olhar voltado para a frente e o coração confiante na graça de Deus. Não podemos permitir que as forças do mal nos aprisionem ou nos façam viver como escravos do pecado, do desânimo ou da falta de esperança. Deus é bom e não nos quer curvados diante do mal, mas livres e dispostos a proclamar suas maravilhas, testemunhando, por meio de nossas atitudes, a força de sua mensagem de salvação, para que muitos outros também creiam e experimentem a alegria de viver no seu amor.
Seminarista Rômulo Ribeiro