Meu irmão, minha irmã, a liturgia de hoje nos mostra que o Natal não termina no presépio: ele continua no caminho da vida.
Malaquias fala de um Deus que vem para purificar, como fogo que limpa e não destrói. Isso tem tudo a ver com o Natal, porque Jesus não nasce apenas para nos consolar, mas para nos transformar.
A presença de Deus ilumina, mas também incomoda, porque revela o que precisa ser mudado. Celebrar a Apresentação do Senhor é permitir que Deus entre no “templo” da nossa vida e vá ajeitando o que está fora do lugar.
A carta aos Hebreus nos lembra algo muito concreto: Jesus assumiu a nossa carne, nossa fragilidade, nosso medo da morte. Deus não ficou distante, mas entrou na nossa história. Ele sabe o que é cansaço, dor, tentação e sofrimento. Por isso pode nos compreender e nos socorrer. Não seguimos um Deus frio ou distante, mas alguém que caminhou conosco desde o início.
No Evangelho, Simeão e Ana representam quem sabe esperar. Depois de tanto tempo, eles reconhecem no Menino aquilo que muitos não viram: a salvação já presente.
O Natal que celebramos semanas atrás revela-nos que Deus age na simplicidade: um casal pobre, uma criança, um templo comum. Simeão vê luz onde muitos só veem rotina. Assim também é na nossa vida: Deus continua passando, mas só percebe quem tem o coração atento.
Para refletir:
1. O que Deus precisa purificar hoje no “templo” da minha vida?
É preciso reconhecer que Deus já está conosco. Ele vem para iluminar, purificar e salvar, não com barulho, mas com presença. Quem acolhe esse Menino descobre que a vida, mesmo simples, pode ser cheia de sentido.
Seminarista Mirosmar Gonçalves