Celebramos hoje a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja. Embora esse título tenha sido proclamado há muitos anos pelo Papa São Paulo VI, essa memória foi inserida no Calendário Romano Geral em fevereiro de 2018 pelo saudoso Papa Francisco. Ficou determinado pelo então Pontífice, que essa celebração acontecesse todos os anos na segunda-feira após Pentecostes.
Celebrar essa memória é reconhecer a presença amorosa de Maria na vida da Igreja. Não se trata de uma figura apenas decorativa ou distante, mas de uma presença viva e maternal. Na Mãe do Salvador encontramos o exemplo concreto que devemos seguir em nossa caminhada de discípulos. Certamente, uma das maiores virtudes de Maria a ser imitada por nós é a sua perseverança diante das dificuldades. A Virgem soube permanecer aos pés da cruz, mesmo com o coração dilacerado pela dor, porque compreendia que a sua missão não terminava com a morte de Jesus.
No desejo de sermos verdadeiros discípulos de Cristo, não temos outro caminho senão o de nos matricularmos na escola de Maria, desejosos de aprender dela a fidelidade no cumprimento da vontade do Senhor. Não basta apenas querer seguir Jesus; é preciso perseverar em seu caminho, mesmo quando surgem as dificuldades próprias da caminhada cristã.
Muitas vezes desistimos com facilidade daquilo que nos propomos a fazer para servir a Deus. Ao menor sinal de contrariedade, corremos o risco de abandonar a missão e deixar de seguir os passos do Mestre. Maria, porém, nos mostra que não é assim que devemos proceder. Ela vem ao nosso encontro para recordar que vale muito a pena permanecer fiel ao seu Filho, que vale muito a pena lutar pela vocação e pela missão que o Senhor nos confiou. Ainda que não sejamos compreendidos ou acolhidos, é preciso permanecer firmes.
É belo contemplarmos a presença de Maria na Igreja. Ela é Mãe e companheira: caminha ao lado dos discípulos de Jesus e persevera com eles na oração. Sua presença ajuda os discípulos a se prepararem para a missão que os aguarda, abrindo seus corações para acolherem a novidade da graça de Deus. Isso reforça para nós uma verdade importante: não estamos sozinhos em nossas necessidades. Maria, como Mãe da Igreja, vem sempre em nosso auxílio, sustentando-nos para que possamos realizar a vontade de seu Filho.
Assim, hoje somos convidados a nos perguntar: o que ainda nos falta para avançarmos para águas mais profundas no desejo de edificarmos a Igreja de Jesus Cristo? Estamos realmente nos dedicando ao projeto salvífico do Senhor? Se, ao respondermos a essas perguntas, percebermos que ainda nos falta algo, confiemos a Maria o nosso agir, o nosso caminhar e a nossa experiência de fé. Ela sabe do que precisamos e sabe também como interceder junto ao Filho para que recebamos a graça necessária e realizemos a sua vontade.
Seminarista Rômulo